terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Criando um fato novo

foto: José A. García (JORNAL MARCA

Ano novo, velhas coisas acontecendo. Ao menos no Real Madrid foi assim. Rafa Benitez saiu, e entrou Zidane. Até ai, nada de novo, tudo muito fadado. Coisas do futebol. 
Mas quando Florentino Perez abriu a boca pra falar, disse algo, pra mim ao menos, bem incomum, e, digamos, um pouco ridículo de ser:


"Estamos criando um fato novo..."


Como assim? me expliquem isso! Será que a abrasileiração do mundo está pegando certa parte da Europa, mais precisamente Madrid? Entendo, que desde o começo Benitez sempre foi vaiado por conta da saída desnecessária de Ancelotti, que foi muito injusta por sinal (e desconfio eu que seja muito questão de influencia de patrocínio - que provavelmente estava perdendo com a falta de títulos no fim da temporada). 
Mas dar uma boa desculpa de que "estamos criando um fato novo", para por um novo técnico no meio do caminho, não é a razão de tudo. Tudo bem, entendo que o Zidane pode melhorar o time num curto/longo prazo. Mas penso que, se as escolhas corretas tivessem sido feitas lá trás, muito provavelmente essa troca não haveria acontecido (no caso, manter o Ancelotti seria o correto -  e o melhor a ser feito).
Infelizmente a Europa já não tem mais essa blindagem de dizer que há planejamento a longo prazo. ha sim, mas não é uma imunidade, ou uma filosofia do futebol de lá (em termos gerais).
Mas que ao menos as coisas sejam mais dignas e menos imediatistas. 

Foto: Reuters

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O que 2015 deixou para mim.


Uma coisa marcante para mim desse ano (apesar de ele não ter sido tão bom assim – e isso não foi culpa da crise), foram os aprendizados, e como cada um deles me fez pensar e me edificar como ser humano.
Seja nos livros (que eu tanto amo), como minhas situações de vida ou com outras pessoas que vivi/conheci, sempre levei algo de ensino pra mim, e que hoje, olhando pra trás, vejo que por mais amargo que foi o momento, o aprendizado adocicou um pouco tudo isso que sou hoje, e incrementou cada vez mais a minha pessoa.
Um exemplo disso foi que, por mais que você queria algo ou alguém na sua vida, se aquilo for tóxico, você terá de descartar sem nenhuma dor. Às vezes, sentimos medo de realmente deixar algo pra trás. Mas em algumas outras vezes, é realmente necessário e justo para si (ou – em determinadas vezes – para outrem) deixa aquilo para trás.



Confesso que em alguns momentos senti um medo horroroso de que aquilo me colocasse, por em um determinado momento, ponto de sofrimento no longo prazo.  Mas depois que o sofrer passou com os dias, percebi que a situação me transformou um pouco: um pouco mais maduro, um pouco mais sensato, e um pouco mais desapegado (e um pouco mais de outros bons valores que agreguei ao meu eu).
Graças a Deus tenho levado bem isso pra minha vida, e pretendo levar mais pro meu futuro, que cada vez exige muito que eu seja melhor pra mim, e para o mundo, pois não valeria de nada se eu só deixasse todo esse ensinamento comigo mesmo.
As pessoas andam tão egoístas e desengonçadas por dentro, que mal podem fazer daquilo que aprenderam, um real valor agregado a si. Mas um dia todo mundo aprende. Seja por bem ou mal.



Enfim, a vida segue, e 2016 vem ai.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Renovando tudo

Passei por um longo tempo sabático sem escrever aqui. Foram muitas coisas que que vivi, profissionalmente e pessoalmente.
Ando diferente, lógico, depois de remover tantas cascas de mim, reciclar e mudar de ideia várias vezes (lógico, sem mudar minha essência).
Sinto que sou mais firme, e mais seguro pra fazer as coisas que amo. Antes, vivia com uma certa tensão de não saber bem como me lhe dar com coisas do tipo, "será que devo fazer/voltar/seguir?".
Então parei e pensei. Me recolhi daqui, para utilizar todo esse meu tempo para me renovar e fazer tudo novo de novo.
Enfim, foram muitas mudanças. Mas chego aqui e as vejo melhores, mais maduras, sólidas dentro de mim. E vi que era mais que a hora de volta.
Voltei. Mesmo com o blog ainda meio estando como antes, mas mudarei tudo logo logo. Elas aconteceram gradualmente, sem muito alarde, mas todo perceberão isso.
E que venham coisas boas. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Pane Geral!





Verão. Tempo de alegria.
Não. Tempo de desespero.
Sem água e sem energia.
Parece que nos roubaram isso
Sem qualquer pudor.
Mas pra onde foi o pudor mesmo?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Je suis blessé.





Iniciamos o ano de 2015 da pior forma possível. A intolerância, mais uma vez da o seu ar de seriedade (não de graça - onde há graça nisso?), desgosto e dor.
De quarta pra cá (dia 09/01/2015), vimos o terror, o pavor, e outras tantas coisas ruins se desencadear como um efeito dominó, que não poderia, de forma alguma ter acontecido por conta da ignorância e ódio alheio.
A maior vitima, não é só o Charlie Hebdo e seus entes que sofreram dessa estupidez, mas todos nós, que buscamos um pouco mais de paz, a cada dia que o mundo vai ficando furioso com os erros imuteis de outros.




Sim, somos um conjunto de vitimas, que vê nossa paz e amor, desmanchando em sangue derramado e ódio disseminado, de forma errada e fútil, não só na França, mas em todos os lugares desse mundo.
Dessa situação, vemos diversas coisas, analisamos tantas outras, mas uma em especial, que se evidencia muito é a intolerância.
Seja elas de cor, religião ou afins, esses tipos de intolerâncias, são um lixão jogado em seres que não tem nada haver com essas indagações contrarias (e nojentas) a deles. 
A vítima, muitas vezes, apenas que viver em paz, num lugar melhor, e ser respeitada como um humano qualquer digno, independente da sua condição social. 
Não ter respeito por uma pessoa, que seja contraria a qualquer opinião contraria a da maioria, já é ruim. Imagine se ela te mata por essa intolerância? (Infelizmente, vimos o resultado disso nesses dias).
Acho que estamos bem longe de uma coisa simples, mas que deveríamos carregar todos os dias conosco: respeito.
E ainda me lembro, o quanto meus avós diziam que isso era bom. 
Alias, é bom. 




domingo, 30 de novembro de 2014

De cá a diante




De Cá a diante
nada será como antes.

O caminho esta ai
Visível, exposto a mim
E meus sonhos
Nele farei.

De cá a diante
Tudo será melhor
É fato
O ser humano tem de evoluir
Se não a vida passa
E a onda leva.

De cá a diante
Sera assim
Um destino inteiro
Livre, pra mim.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

De tudo que vi nesses tempos.

Nos tempos que passaram de eleições,  ofensas, Desculpas,  diretas e indiretas,  vejo, como os mais lúcidos que o tempo e as pessoas estão cada vez mais loucos. Sim, tudo estar revirado,  como todos nós podemos ver,  mas nada podemos (ou melhor, queremos) fazer.
Isso vejo até nos livros.  Li, na última vez "Budapeste", do Chico Buarque. Num trecho do livro, que fala de Jorge Costa, um escritor frustrado, que acabou fazendo um livro de sucesso, só que para um outro autor, que era gringo, e quando vinha ao Brasil, cantava muitas vezes sua mulher.
Sempre que ele se encontrava com o tal biografado,  o mesmo fazia cara feia/pouco para seu biógrafo anônimo.  As vezes confundia muito o nome fictício do livro (O Ginografo) como o título real do livro. Mas voltando a parte da cafagestcagem,  vejo em questão que nunca paramos com certas atitude,  e fazemos pouco caso dos outros. "Os outros que se danem", já dizia o mais rabugento. Não se importamos sequer com o outro, e isso causa um tipo de alucinação fatal e letal.
As eleições foram o reflexo da ignorância e do ódio disseminado que nos deixamos contaminar. Como pode Isso?  Simples: culpa nossa, toda nossa.

P.s - O texto está meio estranho, por que estou digitando de um tablet (ainda estou me acostumando com essa coisinha).

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